sexta-feira, 11 de julho de 2008


A partir daí é escolha. (24.06.2008)

O que faz o tempo correr?
Ao fazer esta pergunta me vi em meio a outras tantas dúvidas acerca da velocidade do tempo... Será que o fato do tempo passar mais rápido em determinados momentos é resultado do nosso louco desejo de parar o tempo? A partir deste ponto pode-se concluir que o tempo é “do contra”. Pois, quando almejamos ver o tempo voar, ele nos contraria e passa a se arrastar. Não que o tempo seja um cara mau; acredito que ele é uma criança lúdica querendo se divertir. Mas como é cruel quando vemos essa criança se divertir às nossas custas... Eu vi o tempo divertir-se assim na última semana: Vi o tempo correr freneticamente; tanto que me perdi em datas. Mas também presenciei a lentidão das horas quando vivi três semanas de espera.
A verdade é que o tempo não perdoa. Mesmo quando vemos o tempo se arrastando ele continua passando, e o erro é nosso, porque mesmo lento ou disparado ele não pára pra nada e pra ninguém. Pecamos ao achar que temos todo o tempo do mundo... Pecamos ao contar o tempo.
De repente nem é o tempo em si, e sim, como decidimos viver o nosso tempo, ao que decidimos nos dedicar; sem pensar no tempo, sem tentar parar ou correr o tempo, sem tentar enxergar o tempo. Percebendo que sempre é tempo de olhar e amar o que realmente importa em nossas vidas; independente do que importe para cada um.
Não é o tempo que nos faz ou faz a vida; é a intensidade que existe em cada um de nós que gera muito mais que contagem ou existência: gera as cores de vida que o tempo esquece de colorir.

quarta-feira, 9 de julho de 2008


Hoje observando as estrelas percebi que elas se movem. Algumas se aproximam, outras se afastam... Desejei que fizéssemos parte do grupo das que se aproximam, para que dessa maneira, como a estrela que você é, voltasse pra mim. Afinal sinto-me como o céu que antecede o dia de chuva: vazio. Onde nada brilha, e tudo que resta é a escuridão das nuvens cobrindo tudo que pode ser belo e brilhante. Quem sabe eu não seja a estrela da qual você deva se aproximar, mas sou o céu que espera ansiosamente a constelação presente em você. Que só você pode trazer.
Percebi hoje também que nunca falei da felicidade que se instalou em mim desde que você chegou. E me questionei: Porque nunca disse à razão da minha felicidade quão feliz ela me fazia? E mergulhando na certeza entendi que não sei explicar a dimensão do que eu sinto; porque supera o meu entendimento, porque é novo pra mim, porque é maior do que a minha própria existência. E quem sabe pequei por medo de sentir o que eu sinto. Sempre me considerei preparada para qualquer sentimento, mas ao te encontrar e descobrir em você coisas que eu jamais imaginei; percebi que eu nascia de novo. E como alguém que acaba de nascer não soube me comportar neste mundo novo. Se eu tentei fugir? – Não, definitivamente. Eu só quis saber ser tudo pra você. E nesse emaranhado me perdi, e descobri que eu era apenas alguém que não sabia como viver no mundo perfeito que você e eu criamos. Nada justifica um erro, da mesma forma que estas palavras não justificam o meu erro.
Desejo, por fim, que você seja a estrela maior que irá se aproximar do meu céu e perdoar as nuvens que se colocaram no caminho. Continuo a te esperar como um céu vago... Onde sempre só haverá espaço para as estrelas vindas do seu sorriso, do seu olhar e da sua certeza inabalável.