quarta-feira, 9 de julho de 2008


Hoje observando as estrelas percebi que elas se movem. Algumas se aproximam, outras se afastam... Desejei que fizéssemos parte do grupo das que se aproximam, para que dessa maneira, como a estrela que você é, voltasse pra mim. Afinal sinto-me como o céu que antecede o dia de chuva: vazio. Onde nada brilha, e tudo que resta é a escuridão das nuvens cobrindo tudo que pode ser belo e brilhante. Quem sabe eu não seja a estrela da qual você deva se aproximar, mas sou o céu que espera ansiosamente a constelação presente em você. Que só você pode trazer.
Percebi hoje também que nunca falei da felicidade que se instalou em mim desde que você chegou. E me questionei: Porque nunca disse à razão da minha felicidade quão feliz ela me fazia? E mergulhando na certeza entendi que não sei explicar a dimensão do que eu sinto; porque supera o meu entendimento, porque é novo pra mim, porque é maior do que a minha própria existência. E quem sabe pequei por medo de sentir o que eu sinto. Sempre me considerei preparada para qualquer sentimento, mas ao te encontrar e descobrir em você coisas que eu jamais imaginei; percebi que eu nascia de novo. E como alguém que acaba de nascer não soube me comportar neste mundo novo. Se eu tentei fugir? – Não, definitivamente. Eu só quis saber ser tudo pra você. E nesse emaranhado me perdi, e descobri que eu era apenas alguém que não sabia como viver no mundo perfeito que você e eu criamos. Nada justifica um erro, da mesma forma que estas palavras não justificam o meu erro.
Desejo, por fim, que você seja a estrela maior que irá se aproximar do meu céu e perdoar as nuvens que se colocaram no caminho. Continuo a te esperar como um céu vago... Onde sempre só haverá espaço para as estrelas vindas do seu sorriso, do seu olhar e da sua certeza inabalável.

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