segunda-feira, 28 de abril de 2008


São exatamente 12h46min, me fazem companhia agora um cigarro e uma xícara de café... Preto e branco, bem como os últimos dias me pareceram. E de quem é a culpa? A resposta é simples, tão clara quanto o a luz do dia de sol que se fez hoje, na cidade e na minha vida: A culpa foi minha. Eu dei uma dimensão grande demais para a tristeza que há algumas horas atrás me parecia imensa. De repente vi o que parecia ter sido escondido pelo meu pensamento sombrio; há ainda coisas lindas e raras na minha vida. Quem poderia ser mais feliz que eu? Abriu-se hoje, novamente, mas de forma diferente, a janela da felicidade da minha vida. E tudo me pareceu tão novo e único! Ao ver todas essas cores de brilho intenso e feliz, senti tomar conta de mim aquele entusiasmo louco de seguir, viver, dançar, sorrir, estar perto dos amigos, da família e do Amor da minha vida, ainda que impossibilitada de estar perto da minha Bobinha, queria compartilhar com ela esta sensação... Desejo agora, que o vento leve até ela toda a alegria e que Ela lá, se sinta tão feliz quanto Eu aqui.
Certamente, apesar de qualquer dor, problemas, incertezas, medos; apesar de qualquer adversidade, A Vida ainda é Mais. E eu só tenho a agradecer... Então muito obrigada!



Rs...
A vida é mesmo engraçada... Há cerca de três meses, em uma noite dessas em que não se espera nada mais que diversão com os amigos; os nossos caminhos se cruzaram. Quanto ao que eu senti... Ainda não consigo definir. Mas foi tão intenso que do nada se fez tudo. E esse tudo tão difícil de explicar, bagunçou tudo dentro da minha cabeça e do meu coração. Não sei se em algum momento tentei evitar, na verdade era tão novo e singular que eu não quis pensar. Nem pensei em pensar... Só existia em mim a vontade de sentir. Eu me apaixonei e não fugi, arrisquei, declarei o que eu sentia, fiz escolhas e sentindo aquele frio na barriga dei o próximo e me movi ao encontro de tudo que vinha me fazendo bem. A vida mudou. Tudo mudou. E era tudo mais feliz. Nós tivemos problemas, nos desentendemos, choramos, mas nos reconciliamos! Abraçamos-nos e rimos juntas, e dançamos, caminhamos de mãos dadas, sentimos ciúmes, compartilhamos o silêncio e tantas outras coisas. Nós tivemos medo, ficamos inseguras, mas amadurecemos. E agora sentimos saudades... E constante no meu pensamento os seus gestos, o sorriso, aquele jeito tímido e em mim o vazio da falta que ela me faz. Já não posso ver seus olhos, tocar seu rosto... E a saudade bate todo tempo. E o tempo ou a falta dele não tem ajudado: Não temos conseguido nos falar direito... E dói. Resta agora sair e ver tudo como sempre está, na esperança de um bom vento soprar e te trazer, ou trazer uma parte de você que amenize o vazio da sua ausência...

terça-feira, 8 de abril de 2008


Alguém bate...
Abri a porta e sem permissão ela foi entrando... A saudade tomou conta de mim, apoderou-se do quarto, se colocou em todos os lugares. Está em cada canto dessa casa, nas ruas por onde hoje eu ando sozinha, nas quais já caminhei do seu lado; está em cada parte do meu corpo, em todas as músicas, e quando me distraio a saudade vem sussurrar o seu nome, quando eu adormeço, ela invade os meus sonhos e me mostra Você sorrindo, mas não me deixa te tocar. A saudade coloca Você em todo o lugar, me faz enlouquecer até quase me matar! Até o vento parece conspirar: Dei pra sentir o seu cheiro pelas ruas, nas minhas roupas e até onde nunca estive contigo. Você está comigo todo tempo. Você está em tudo que eu vejo, e tudo que eu ouço traz uma lembrança sua, a minha boca fala seu nome quando menos espero. E mesmo que eu tente desviar, a saudade vem me procurar. E tudo é vazio. E me resta imaginar a perfeição que seria se Você estivesse aqui. E sigo tentando amenizar e eu sei que não vai parar. Tenho contado os dias para poder de novo tocar seu rosto, te abraçar, te ver sorrir, te beijar; ter Você... E nunca mais te deixar ir.
Absolutamente Você está sempre presente.
Mesmo que distante não solta da minha mão.